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A Derrota de Anderson Silva

07/07/2013

Não sou fã de Vale Tudo, mas tenho a curiosidade de ver sempre que uma luta importante está para acontecer.
O Ultimate Fighting Championship, dirigido por Dana White, é calcado na forte promoção de seus lutadores e eventos, ampliando o interesse no esporte (?) para além das academias e aficcionados por lutas. Tornou-se um evento de massa com uma legião de fãs dispostos a pagar algumas centenas de reais para ver as lutas.

Anderson Silva é o maior ídolo nacional. Carismático, com fama de bom moço e pai de família, The Spider tornou-se presença constante em comerciais, programas de auditório e outros eventos; torcedor do Corinthians, foi imediatamente recepcionado pela torcida como representante do time. Além de seu desempenho nos ringues, ajudou nesse crescimento a superexposição a que foi sistematicamente submetido, especialmente após o ínicio da transmissão em televisão aberta pela Rede Globo, alçando-o ao status de mito. Com tantos compromissos, alguém poderia perguntar como andaria seu treinamento. A penúltima luta, contra Chael Sonnen, dirimira dúvidas contra seu preparo, visto a facilidade com que derrotou o adversário. Ontem, a coisa mudou.

Logo no primeiro minuto, Anderson foi levado ao chão, golpeado com dureza na cabeça e quase sofreu uma imobilização fatal. Durante tudo isso, mostrou-se calmo, utilizando sua técnica para impedir o fim da luta. Novamente em pé, passou a provocar o adversário até atingir o ponto do exagero. Cumprimentou o adversário ao final do round e ao ínicio do novo, como se mostrasse que a zombaria era uma tática e não desrespeito ou arrogância.

Mesmo golpeado algumas vezes, Anderson manteve a conduta até que o adversário acertou um soco que o levou ao chão e à derrota.

Observando os comentários dos fãs pela internet, as causas da derrota variaram entre a idade (38 anos), falta de desejo, arrogância e teorias da conspiração sobre a entrega da luta. Alguns disseram que se ele não tivesse brincado, teria vencido facilmente. Não vi ninguém elogiar as qualidades do adversário com um histórico de nove vitórias e nenhuma derrota.

Para mim, que pouco entendo do mundo do MMA (Mixed Martial Arts), Anderson Silva viu que encontrara um adversário, naquele momento, superior. Mais do que confiança exarcebada, sua encenação serviria para desestabilizar o adversário, permitindo-lhe ter, ao menos, o domínio psicológico da luta. Assim parecia e o segundo assalto seguia equilibrado até que Chris Weidman acertou um soco perfeito.

Não acredito em entrega, e o fã que realmente acredita não tem mais motivos para acompanhar as lutas. A não ser que, mesmo ciente disso, assista porque gosta de toda a encenação. Porém, se fosse para ver lutas de mentira, eu preferiria a velha e extinta World Wrestling Federation.

Quem sabe como teria sido, então, um duelo entre Anderson Silva e o lendário Hulk Hogan.

Hulk Hogan

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From → Esportes

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