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O Homem Justo

10/08/2011

Em a Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin, um dos personagens afirma que “não há criatura na terra que seja, nem de longe, tão aterradora como um homem verdadeiramente justo”.

Os homens anseiam por justiça, mas, ao mesmo tempo, a temem. O anseio é por uma aplicação unilateral, a justiça serve bem quando feita em favor de seus interesses.

Entretanto, a justiça deve servir a todos, esse é seu mister. E um homem verdadeiramente justo não projeta áreas de sombra para que alguns poucos possam se proteger. A sua espada atinge a todos indiferentemente, e isso instala o pavor no âmago dos que vivem por estratagemas nefastos. Em especial, os detentores do poder político e econômico, que tendem a distorcer a moral e a ética com o objetivo de manter suas posições.

O homem justo não perdurará, pois terá seu apoio minado ao longo do tempo. Enquanto cumpre seu dever, indistintamente julgando aliados, opositores, familiares, amigos e desconhecidos, ele acumulará inimigos, independentemente do acerto de suas decisões.

Isso porque, na maioria dos homens, prevalece o individualismo e um caráter fraco. O que torna a tarefa de distribuir justiça uma das mais inglórias.

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