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Racismo & South Park

31/03/2011

Este tópico revela a trama do episódio Chef Goes Nanners.

O episódio Chef Goes Nanners inicia com Chef e Jimbo discutindo sobre a bandeira de South Park, que Chef considera racista e demanda a sua mudança, enquanto Jimbo diz que o politicamente correto é uma baboseira e a bandeira é parte da história local e não pode ser mudada. A bandeira é revelada:

A discussão chega até a classe das crianças, que são divididas em dois grupos a fim de que um lado defenda a mudança e o outro, não.

O grupo em prol da mudança apresenta o argumento de que até mesmo a história pode ser modificada para se adequar às novas regras, pois a regras mudam conforme a sociedade muda e a mudança faz parte da evolução. O grupo contra a mudança diz que a matança é inerente à vida e que todos os animais matam e, por isso, a bandeira não deve mudar e que ninguém deveria ficar ofendido com a figura de alguém sendo morto.

Nesse momento, Chef intervém indignado, dizendo que as crianças perderam o ponto da discussão. Afinal, ele não se incomoda que a bandeira mostre alguém sendo morto, mas sim que ela seja racista. Surpresas, as crianças dizem que não viram a questão desse jeito porque a cor das pessoas não importa. Enfurecido, Chef começa a dizer “é claro que a cor das pessoas importa…”, mas ele não consegue terminar ao perceber que as crianças nunca viram um negro sendo enforcado por brancos, porque para elas a cor não tem mesmo diferença. E, ainda, que o fato de combater o racismo dessa forma o estava tornando um racista.

No fim, a prefeita acaba decidindo mudar a bandeira, a fim de não desagradar a ninguém:

O caso pode ser bem definido pela célebre frase de Ernest Hemmingway: “Aquele que luta com monstros deve se vigiar para que ele mesmo não se torne um monstro… quando você encara o abismo, o abismo também encara você”.

Quando se bate muito na mesma tecla, situações que não existem ou estão controladas acabam por aparecer ou ficar descontroladas. Criar separações e classificações em busca de uma utópica igualdade é um contrasenso. Ou as pessoas são iguais ou não são.

Não se pode reparar a história criando distorções no presente que levarão a conflitos futuros. O que se deve fazer é educar o povo para que dos erros do passado sejam retiradas as lições necessárias para a construção de um futuro melhor.

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