Risotteria Suprema
Na entrada do bairro João Paulo, em Florianópolis, localiza-se a Risotteria Suprema: um restaurante aconchegante e, como o nome dá a entender, que oferece uma gama de risotos bem ao estilo italiano, além de grelhados, saladas e outras entradas.
O prato tem um formato inusitado, lembrando um chapéu. Dá até a impressão de que vem pouca comida, mas a porção de risoto é bem servida e tem um preço amigável. O formato do prato ajuda a manter a refeição aquecida por mais tempo e traz uma bela apresentação.
Foi uma visita rápida, mas proveitosa. Agora, é experimentar os outros sabores.
A comissão que trata da reforma do Código Penal quer criminalizar o enriquecimento ilícito. Como é comum no Brasil, os projetos de lei tentam corrigir problemas históricos de uma tacada só, e, como também é usual, metem os pés pelas mãos.
Pela entrevista dada por Luiz Flávio Gomes hoje a rádio CBN, pareceu muito mais que será uma criminalização movida pela inveja. Teoricamente, basta que o funcionário público apresente um estilo de vida, a princípio, incompatível com seus rendimentos para que seja alvo de uma denúncia do Ministério Público. O jurista afirmou que o funcionário público estará livre de punição se demonstrar que seus bens estão de acordo com aquilo que pode ter. Porém, ao final, disse que o ônus da prova não caberia ao acusado, apesar de parecer justamente o contrário.
O enriquecimento ilícito seria um crime subsidiário ao peculato, concussão, etc, que, ainda que não provados, poderiam ter dado ensejo àquele. Ou seja, não provada a causa, tentar-se-ia punir a consequência.
Outra temeridade é que sob o pretexto de investigar tal crime, o Ministério Público teria o poder para realizar uma devassa na vida particular dos acusados.
É bem possível que o projeto não tenha prosseguimento, visto que a decisão final para a apresentação cabe ao presidente do Senado, José Sarney.
A Falsidade de Rogério Ceni
Um típico caso em que a notoriedade atrapalha a pessoa. O goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, responde a processo criminal por falsidade ideológica porque assinou erroneamente um formulário de identificação de condutor em relação a uma multa de trânsito.
Basta olhar o formulário para se perceber que um erro como esses não somente é possível como bastante comum. Se cada um fosse responder de tal forma por erro desse tipo, a polícia civil, o ministério público e o judiciário precisariam de um reforço mais do que significativo em seus quadros de pessoal.
Se for esse mesmo o problema, o que era para ser um simples indeferimento pelo meio administrativo virou caso de polícia. Alguém deve ter algum interesse deturpado para que algo tão desimportante tenha tomado esse rumo. Ou será apenas um frustrado torcedor rival?
Mass Effect III
Este tópico contém revelações sobre a trama do jogo.
Um dos melhores jogos do ano, sem dúvida. Nota 10, mas cabe, realmente, uma ressalva ao final da trilogia.
A história chega ao seu clímax quando os Reapers lançam sua invasão com força total e chegam ao planeta Terra. Assim, cabe a Shepard reunir as forças espalhadas pela galáxia para a batalha final.
O jogo adiciona novas movimentações e implementações ao combate muito bem-vindas, que o tornaram mais dinâmico. As missões ganharam um novo ritmo e têm o senso de urgência que permeia todo o jogo.
Outro ponto a se destacar é a ótima música, que ambienta tão bem as cenas e as missões.
Alguns personagens podem ou não sobreviver durante o percurso, e cada perda faz o jogador sentir certo impacto. A boa interpretação dos diversos atores aos personagens demonstram bem como cada um é afetado. O líder da Cerberus, Illusive Man, é interpretado por um ator do porte de Martin Sheen, por exemplo.
Os diálogos mostram como a preparação para o enfrentamento de um inimigo muito superior atinge os personagens, que se mostram conscientes do inexorável destino que os aguarda. Antes da batalha final, as conversas revelam que todos se encaminham para o mesmo fim trágico, senão por um tênue fio de esperança.
As várias críticas ao final do jogo se dão não somente pelo destino de John Shepard, mas por alguns furos e falta de consequência que as decisões tomadas teriam, conforme promessa da desenvolvedora Bioware.
As três opções principais para o final são quase idênticas, sendo que as duas primeiras têm uma diferença mínima dependendo da quantidade de recursos para a batalha que o jogador angariou. Aí está a primeira grande crítica. As grandes decisões tomadas no decurso da série acabam por ser praticamente irrelevantes no final, como o destino dos Rachini, a solução para a guerra entre Quarians e Geth, a cura ou não do genophage, etc.
Todos os finais levam a destruição dos mass relays, o que deixaria todas as espécies no mesmo sistema, visto que a batalha final é travada no sistema solar, com apenas um planeta habitável e sem recursos para o sustento de todos. Dá-se a entender que, dessa forma, os Reapers acabaram por vencer de alguma maneira, visto que isso levará, inevitavelmente, à extinção pela fome ou uma guerra fatal entre as espécies na luta por recursos.
Ainda, enquanto os mass relays são destruídos, mostra-se a Normandy escapando de ser sugada pela explosão de um e caindo em um planeta “selva” aparentemente inexplorado. Saem da nave personagens que não poderiam estar nela, pois são os escolhidos para a última batalha.
Pode-se apontar outros detalhes sobre porque os finais não fazem jus à trilogia, mas esses parecem ser os pontos nevrálgicos. E também diminui o valor de voltar a jogar, sabendo que nada muda verdadeiramente no fim.
O final não desmerece a série, mas, após tantas horas empregadas no intuito de conseguir o melhor resultado possível, fica uma pequena decepção.
Reforma do Código Penal – Terrorismo
A comissão para reforma do código penal intenciona incluir punição ao terrorismo na lei, “exceto se ele for praticado por ‘movimentos sociais’, como o MST”. Se esta for a linha de pensamento dos reformadores, o que está ruim ficará pior.
O Político Romário
A revista Veja traz esta semana entrevista com o ex-jogador e agora deputado federal Romário.
Interessante ver o ponto de vista do estreante no campo político, suas observações sobre a corrupção, falta de comprometimento e tráfico de influência. Além disso, os diferentes olhares recebidos dos veteranos e o relacionamento com os demais parlamentares.
O que surpreende um pouco é que no estado atual da política brasileira, seja Romário, talvez, um bom exemplo.
Batalha Erótica
Duas casas de shows adultos voltadas para o público masculino em Florianópolis estão em guerra comercial e escolheram os cinco quilômetros da Via Expressa como campo de batalha. As boites Bokarra e Sexy Night ocupam vários outdoors na rodovia de acesso a Ilha de Santa Catarina.
Talvez a excessiva propaganda possa ajudar a diminuir os acidentes, numerosos no trecho, ao menos para os homens acompanhados, que têm que manter os olhos voltados sempre à frente para não despertar uma crise de ciúmes. Em contrapartida, pode ser que aumente o número de acidentes entre os desacompanhados, que podem se distrair com as luxuriosas propagandas.
O Contorno Original
Ontem, o Diário Catarinense noticiou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu por manter o traçado original do contorno da BR-101 em Santa Catarina.
Agora, depende-se das licenças ambientais para o início da obra, o que deve ocorrer até sessenta dias após a emissão daquelas.
Espera-se agilidade dos órgãos ambientais e que não haja mais confusões a respeito do projeto. A obra deve levar pelo menos três anos para ser concluída.
Ataques a Caixas Eletrônicos
Já são 57 ataques a caixas eletrônicos em Santa Catarina, a grande maioria em cidades do interior. Felizmente, a polícia encontrou a solução: pedir aos bancos que recolham o dinheiro dos caixas.
Até o presidente do sindicato dos bancários concordou, dizendo que bastaria que carros-fortes recolhessem os valores. E o que a polícia pedirá quando começar uma onda de ataques aos carros-fortes?
O pedido é uma demonstração de fraqueza e incapacidade para conter os ataques e desarticular o grupo criminoso. Porém, não se trata de afirmar simplesmente que a polícia é incompetente. A polícia está atada por suas limitações de pessoal e de equipamentos, resultado de anos de descaso dos governantes.
É inaceitável que cidades do interior sejam “protegidas” por um contigente de quatro ou cinco policiais, se tanto. O que espanta é que os marginais não tenham se aproveitado dessa condição de abandono anteriormente.



